A supremacia da Arena nas Águas Abertas

Arena e a supremacia em trajes para águas abertas

É comum nas competições de natação no mar a gente ver o traje Powerskin R-EVO da Arena. Fomos entender porque ele é utilizado por mais de 90% da elite da natação mundial.

Que a roupa de borracha, ou wetsuit, proporciona mais flutuabilidade e velocidade no deslocamento na água isso quase todo mundo já sabe. O que ainda desperta a curiosidade de muitos nadadores é a preferência pelo traje Powerskin R-EVO da Arena. Então, Patrick Winkler, editor-chefe da SWIM CHANNEL, compartilha com a gente uma análise sobre.

A introdução da natação em águas abertas nos Jogos Olímpicos possivelmente foi a decisão mais bem acertada do Comitê Olímpico Internacional (COI), nas últimas três décadas. A modalidade foi disputada pela primeira vez nos Jogos de Pequim em 2008 e, desde então, apresenta ininterrupto crescimento no cenário internacional.

Neste mesmo período a natação de piscina vivia uma situação de “céu & inferno” ao mesmo tempo. Os melhores nadadores do mundo estabeleceram centenas de recordes mundiais. Você não leu errado, foram centenas de recordes mundiais entre 2008 e 2009. O estrondoso sucesso, acabou sendo direcionado aos famosos super trajes de natação com a “pele de tubarão”.

Os nadadores, não importa se eram de piscina ou de águas abertas, utilizam os mesmos trajes. Exatamente no dia 31 de dezembro de 2009 a FINA proibiu todos os trajes de natação e para o ano de 2010, todas as marcas esportivas tiveram que criar novos acessórios com diversas regras e com selo de aprovação da Federação Internacional.

Assim, a natação de piscina e a natação de águas abertas tomaram rumos diferentes no quesito traje de competição. No auge dos super trajes eles continham a matéria prima poliuretano (PU), que auxilia na flutuação do atleta e acabou sendo 100% excluída.

Para a natação de piscina, os homens só poderiam utilizar o jammer (com aproximadamente 45 cm a 47 cm de medida lateral). Já as mulheres podiam usar o kneeskin (popularmente conhecido como macaquinho) e esta peça não poderia ter nenhum zíper. Nas águas abertas, os atletas poderiam utilizar a calça ou o bodyskin (popularmente conhecido como macacão).

As marcas esportivas realizaram grandes ações e ótimos produtos para os atletas de piscina, com destaque para Speedo, Arena, TYR, Finis e Jaked. Futuramente este grupo seria acrescentado por outras empresas como MP, Nike, Adidas, Mizuno, entre outras.

Nas águas abertas a Arena tomou a dianteira e “dominou” o mercado. Foi evoluindo de maneira rápida, dentro das regras da FINA e disponibilizando de maneira ágil a todos os pontos de distribuição no mundo. A versão Powerskin R-EVO é hoje o traje mais utilizado, vendido, vendido novamente (mercado de segunda mão) e consequentemente o produto que veste os melhores nadadores.

FINA World Championships 10KM masculino

O bodyskin da Arena, nas principais competições internacionais, chega vestir mais de 90% de todos os atletas da competição. Algumas das marcas consagradas como Speedo e TYR entregam produtos somente para seus atletas patrocinados, os famosos trajes customizados. Quem vinha na vice-liderança era a marca esportiva Diana, que acabou sendo comprada pela Arena.

Saindo do cenário profissional e vindo para os festivais esportivos no Brasil, há uma enorme quantidade de eventos pelo país e em muitas provas a roupa de borracha nas águas abertas é liberada e outras muitas não há a liberação.

Como são os trajes competição para natação em águas abertas?

A coleção tem a calça e o macacão, ambos produzido em poliéster e poliamida. O traje de competição primeiramente tem um excelente coeficiente de atrito, possibilitando um arrasto melhor do que a pele do atleta raspada.

A FINA autorizou o uso do macacão porque em inúmeras provas de águas abertas, existe o contato com água-viva e o traje possibilidade um mínimo de segurança para o nadador. A compressão do traje também retarda o acúmulo de ácido lático nos músculos.

Qual a diferença entre a calça e o bodyskin?

Simplesmente o custo-benefício. Os músculos inferiores são os mais fortes do corpo, portanto o retardo de acúmulo de ácido lático continua eficaz. O que muda é o arrasto do traje, pois o atleta que está a nadar com peito nu, terá mais arrasto. A calça tem o valor de R$1.329,90 enquanto que o bodyskin custa, em média, R$2.299,90.

Analisando o mercado com cautela, inexplicavelmente existe uma “miopia” de atenção por parte da Speedo Internacional, TYR e AquaSphere em relação aos trajes de natação em águas abertas e acredito que num futuro próximo as coisas devem mudar.

Quando o diretor de prova proibir a utilização do neoprene e liberar apenas os trajes aprovados pela FINA, não tenha dúvida, nade de Arena Powerskin R-EVO. É a melhor opção. A linha pode ser encontrada no website oficial da marca o arenawaterinstinct.com.br/.


Rei e Rainha do Mar lança jogo educativo

Jogo infantil educativo

Para crianças de 4 a 10 anos, o game é mais uma contribuição para e preservação de praias e mares, um dos objetivos sustentáveis da ONU abraçados pelo RRM.

Com mais de 10 anos no mercado de marketing esportivo, a agência Effect Sport – criadora do Rei e Rainha do Mar – inova ao lançar Collect & Trash, jogo para o público infantil.

Em breve disponível na Play Store, o game foi apresentado durante a entrega de Kits do Circuito Enel Rei e Rainha do Mar Búzios. A interface é simples, mas traz uma mensagem muito importante: de conscientização sobre o lixo que chega até as praias.

Segundo dados da Comlurb, empresa de limpeza urbana da capital fluminense, antes da pandemia, costumava-se recolher 120 toneladas de detritos das areias das praias por dia. O desejo de todos é um retorno mais consciente às praias. 

A expectativa é a de que as realezas mirins se encantem com os personagens do jogo e entendam como ajudar o meio ambiente. Há duas opções de modo de jogo: arcade mode, de nível mais fácil que é de coletar pontos; e o time attack, com um pouco mais de dificuldade, correndo contra o tempo. O personagem principal é Poseidon, o Rei do Mar, que convida a criançada para em três fases (areia, onda do mar e nadando) ajudá-lo a coletar o lixo que encontra pelo caminho para colocar na respectiva lixeira seletiva: lixo orgânico, papelão, metal ou plástico.

Outra funcionalidade é o menu explicativo, com informações sobre cada tipo de material encontrado no lixo e o tempo que ele leva para se decompor na natureza. “Acreditamos ser uma oportunidade de falar com a criançada, sendo inovador. A sustentabilidade passou a ser um pilar muito forte na Effect Sport, então foi mais uma forma que encontramos de abraçar uma causa extremamente importante que contribui diretamente para a saúde dos oceanos”, explica Pedro Monteiro CEO da agência Effect Sport.     

Sobre os criadores do jogo Colect & Trash:

Programador, Designer e Efeitos Sonoros: Matheus Rezende Porto (Portho)

Artes: Álvaro Antônio (Himoru) e Yuji Kamiya

Músicas: Robson de Souza

Ouro da casa! A medalhista olímpica Ana Marcela no festival

Nadadora Ana Marcela no Rei e Rainha do Mar

Participante de muitas edições do evento, a nadadora sempre aproveitou a competição como parte do seu treinamento. A família RRM vibrou com a conquista da atleta para a maratona aquática do Brasil.

O Rei e Rainha do Mar, o maior festival de esportes de praia do Brasil, em sua etapa Búzios 2020, promoveu pela primeira vez a travessia Super Challenge 10 k. A primeira a completar a prova, com tempo de 1 hora e 57 minutos (abaixo do tempo em Tóquio) foi Ana Marcela, nossa atual medalhista olímpica. Também participaram da prova outros consagrados nadadores como Allan do Carmo, companheiro de treino de Ana Marcela e Vitoria Farabulini. 

Antes de chegar ao topo do pódio olímpico, Ana Marcela já colecionava marcas históricas como vencedora do prêmio de maior nadadora de águas abertas do mundo por seis vezes, o que já a fazia ser considerada uma das maiores nadadoras da história desta modalidade.

Aos 29 anos, Ana Marcela Cunha soma grandes vitórias:

🔸Ouro no Pan-Americano de 2019;
🔸5 medalhas de Ouro em campeonatos mundiais (de um total de 11, incluindo também Prata e Bronze);
🔸25 medalhas de Ouro no campeonato da Federação Internacional de Natação (Fina) Marathon Swim World Series (no qual já acumulou 51 medalhas).

Mas só de vitórias se construiu essa história? Não não.

Ela, que nada desde os 2 anos de idade, participou da primeira Olimpíada aos 16 anos (Pequim 2008) na qual ficou em 5º lugar, não classificou para a seguinte (Londres 2012) e, em casa, ficou em 10º lugar (Rio 2016).

“O que eu posso dizer é: acredite nos seus sonhos e dê tudo de si”, declarou Ana Marcela após alcançar o topo do pódio olímpico.

Sobre Allan do Carmo, entre muitas vitórias, ele foi medalha de bronze na prova dos 10 k nos Jogos Pan-americanos Rio 2007, bronze em Barcelona 2013 e prata em Kazan 2015, ambas nos 5 k por equipe. Como bicampeã brasileira, Vitoria Farabulini, de apenas 17 anos, representa atletas mais novos da modalidade. 

“Depois de tantos meses de quarentena, poder voltar a nadar no Brasil é especial, ainda mais em Búzios! Seguindo os protocolos vigentes, vamos aproveitar para usar essa prova como laboratório, sentir os elementos externos, água salgada, temperatura ambiente, em alguns momentos podemos imprimir um ritmo mais intenso, enfim, testar, testar”, disse Ana Marcela no RRM Búzios antes de entrar na água. 

PARABÉNS, ANA MARCELA!!
Sua história é uma inspiração gigante para todos nós!